segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PSICOLOGIA, EMAGRECIMENTO E NUTRIÇÃO



Comportamento Alimentar como base para a Reorientação Nutricional

Comportamento Alimentar refere-se à ingestão de qualquer alimento. Uma pessoa que tenha comido apenas chocolate hoje se alimentou, mas não se nutriu convenientemente. Nutrição refere-se se alimentar adequadamente em qualidade e quantidade.

O comportamento Alimentar é mais “primitivo”, inconsciente e menos racional que o nutricional, que pode ser considerado mais “inteligente” e cientificamente fundamentado.
Deveria ser regulada pelo complexo mecanismo fome – saciedade, mas é importante entender que as emoções, a ansiedade, os estados de humor depressivos e outros fatores psicológicos negativos podem alterá-lo profundamente e, conseqüentemente, o comportamento nutricional. Nas orientações nutricionais que visam emagrecimento a pessoa “sabe” o que fazer e o que comer, mas sente-se impotente para fazê-lo.
Algo mais forte que sua vontade a impede. Come sem fome sabendo que não deveria fazê-lo, mas o faz e na ausência de prazer. Ao comer tem um alívio provisório da sensação negativa de ansiedade, que volta reforçada pela culpa, levando a pessoa a comer mais, para tornar a diminuir a tensão. A pessoa engorda e passa a evitar toda uma gama de situações e atividades e também as gratificações delas decorrentes. Diminui a atividade física porque engordou, questiona sua aparência e evita ir a lugares onde tenha que se expor fisicamente. Restringe sua vida social e pode tender ao isolamento. Essa reação provoca o afastamento de outras pessoas, mas a pessoa que está acima do peso parece não perceber que isto se deve ao seu comportamento e não à sua aparência. Sua ansiedade aumenta a solidão que por sua vez reforça a ansiedade. Escasseando os prazeres pela piora da qualidade de vida e crescendo a ansiedade, A COMIDA ASSUME O PAPEL DE “REDUTOR DE TENSÃO” E, muitas vezes, ÚNICA FONTE DE PRAZER!... A auto negação do prazer leva a pessoa a rejeitar seu corpo e a conduz a uma dependência infantil da comida, que passa a simbolizar a satisfação corporal... ESTÁ FORMADO O CÍRCULO VICIOSO... Os mais tênues sinais de ansiedade, antes mesmo de tornarem –se conscientes, podem ser “amortecidos” pelo ato de comer, ACIONADO AUTOMATICAMENTE.

A criança, desde o nascimento, estabelece um vínculo com a mãe através da amamentação. As primeiras sensações de ansiedade (sensação desagradável, negativa) são experimentadas quando o bebê tem fome. O alivio da tensão (sensação agradável) é conseguido quando a criança se alimenta (saciedade). Com o crescimento recebe influências da família, da cultura que ajudarão a moldar um “estilo alimentar”, profundamente associado com emoções positivas e negativas e de DIFICILMENTE MODIFICÁVEL APENAS POR PERSUASÃO E INFORMAÇÃO. Exemplos são pacientes que, mesmo motivados e bem orientados por profissionais competentes e que lhes ministram orientação nutricional equilibrada, personalizada e saborosa acabam auto sabotando-a em Algum momento, de forma irracional, demonstrando comportamento alimentar regido por emoções obscuras e não pela razão, e despreparados para a orientação nutricional.
A obesidade torna-se, desta maneira, um uma forma desadaptativa do uso do comportamento alimentar na tentativa de encobrir problemas que se tornam progressivamente insolúveis, reduzindo gradativamente as opções de vida da pessoa.

A Psicologia pode e DEVE COLABORAR com a área médico-nutricional, VIABILIZANDO O COMPORTAMENTO NUTRICIONAL ATRAVÉS DO CONTROLE DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR QUE O PRECEDE, atuando de várias maneiras, como levando o paciente a reavaliar o “continuum” fome-saciedade, focando e tratando os ganhos secundários que mantém a pessoa gorda, trabalhando a auto-imagem, freqüentemente prejudicada, tratando as comorbidades associadas à obesidade, como transtorno do humor (Depressão) , fobia social, transtornos alimentares, transtornos de personalidade, compulsão alimentar e outros, e particularmente a ANSIEDADE, desvinculando-a do ato de comer, permitindo alterações comportamentais que permitam novo estilo de vida, essencial para a perda de peso e manutenção posterior.

Por esses motivos trabalho diretamente com a Psicóloga Ana Eulália, para auxiliar nos tratamentos Nutricionais! Marque uma consulta e comece a PENSAR MAGRO!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ACABA COM OS DESEJOS POR DOCES (CRÓMIO)

Crómio é um nutriente que queima gorduras, acelera a perda de peso e tem um papel importante na prevenção de diabetes. Em épocas festivas temos tendência para "petiscar" uns doces a mais, sendo um dos aspectos mais dificeis de controlar numa dieta, no entanto, é importante que saiba que esses apetites súbitos e incontroláveis resultam da falta de crómio no organismo.

Como funciona o Crómio?
O organismo necessita de crómio para encaminhar a glicose dos vasos sanguíneos para as células.Se este mecanismo não funcionar correctamente a quantidade de açucar que chega ás células não é suficiente, provocando sintomas como cansaço e a falta de energia. Ao corrigir esta disfunção nutricional com um suplemento de crómio, contraria-se a vontade de comer doces,de forma natural e gradual, facilitando a perda de peso. Por outro lado, o crómio melhora também o metabolismo das proteínas e gorduras, o que, parece ter "uma influência significativa na proporção músculo-gordura, produzindo uma redução gradual de gordura".Várias investigações sugerem que a capacidade do Crómio para regular as concentações de açucar no sangue pode ajudar a promover o controlo dos diaqbetes e a diminuir risco de doenças crónicas em pessoas com excesso de peso.

Fontes de Crómio:
Os alimentos mais ricos em crómio e que deve incluir na sua alimentação para regular os niveis de açucar no organismo são:

-levedura de cerveja,
-pão integral,
-cereais,
-nozes,
-batatas com casca,
-queijos

AS VITAMINAS

As vitaminas são componentes orgânicos indispensáveis para certas funções do organismo humano e não são em sua maioria, sintetizados pelas células humanas, tendo que ser adquiridos, principalmente dos alimentos. 

Várias vitaminas tem o seu papel relacionado com a manutenção do metabolismo. Dentro das várias vitaminas existentes pode-se usar como exemplo a vitamina D, que é produzida na pele através da exposição ao sol; Vitaminas K, Biotina, Folacina e Vitamina B12 que são produzidas por microorganismos no trato intestinal; Vitamina A e Niacina são produzidas no nosso organismo se os seus substratos estiverem presente. 

As vitaminas são distribuídas em dois grandes grupos que determinam a sua estabilidade, ocorrência nos alimentos, distribuição nos líquidos corporais e capacidade das suas reservas nos tecidos corporais. Os dois tipos são: Lipossolúveis e Hidrossolúveis. Os minerais são divididos segundo a quantidade que o corpo humano necessita. Podendo ser chamados de macrominerais quando tem a sua necessidade de 100mg/dia. E microminerais quando tem a sua necessidade abaixo de 100mg/dia. 

Os minerais desempenham várias funções : regulação da atividade das enzimas; manutenção do equilíbrio de Ph; manutenção da pressão osmótica; atuação no transporte de componentes essenciais através das membranas celulares; conservação da irritabilidade muscular e nervosa e constituinte estrutural de certos tecidos, como nos ossos. 

Extraído da edição “Food, Nutrition & Diet Therapy. Krause’s " 9º edição.

OS ALIMENTOS


Os alimentos são compostos por várias substâncias químicas conhecidas por nutrientes e que, em conjunto, são essenciais ao nosso corpo. Quando o alimento é ingerido, ocorre o processo de digestão, tendo como produto final os elementos que são absorvidos pelo organismo. São eles: proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas, sais minerais e água. Alguns deles são produzidos pelo próprio corpo, porém a maioria somente é obtida através da alimentação. 

Para se ter uma boa alimentação, deve haver um equilíbrio entre qualidade e quantidade dos alimentos, fornecendo desta maneira todos os nutrientes acima citados, necessários para o bom funcionamento do organismo. 
Para uma alimentação balanceada é fundamental ingerir pelo menos um alimento de cada grupo abaixo mencionados em cada refeição. As quantidades irão variar com as calorias totais estipuladas. 

Existem três grupos diferentes de alimentos, cada um com uma função específica no organismo. São eles: 

Grupo dos construtores: composto por alimentos que fornecem proteínas, necessárias para o crescimento e reparação dos tecidos. Ex: carnes, leite, ovos e feijões. 

Grupo dos energéticos: funcionam como "combustível" para o organismo. São aqueles alimentos que nos possibilitam andar, correr, pensar etc. 
Ex: óleos, macarrão, batata, pães, farinhas, doces, geléias, cereais etc. 

Grupo dos reguladores: é o grupo que fornece vitaminas e minerais, que são responsáveis por "regular" o funcionamento do organismo. 
Ex: o ferro participa da formação do sangue. São alimentos reguladores todas as frutas, verduras e legumes, exceto batata, mandioca, cará, inhame e mandioquinha.